





A maioria dos vernizes convencionais contém compostos tóxicos e solventes derivados do petróleo. Esses produtos contaminam o solo e os cursos d’água, colocando em risco o meio ambiente e a saúde de quem aplica ou convive com essas superfícies tratadas.

Cascas de frutas, óleos usados e cinzas vegetais são gerados todos os dias em grande volume, mas raramente são reaproveitados. Isso representa um desperdício de matérias-primas valiosas com alto potencial de transformação em soluções sustentáveis.

Nos centros urbanos e suas periferias, a madeira ainda é amplamente utilizada — seja em bancos de praças, estruturas públicas, patrimônios históricos ou construções populares. Em especial, regiões como o Norte do Brasil contam com um número expressivo de moradias precárias construídas em madeira. Segundo o IBGE (Censo Demográfico 2022), mais de 285 mil domicílios em todo o país utilizam esse tipo de estrutura, com destaque para palafitas e casas sobre áreas alagadas. Sem acesso a produtos sustentáveis e acessíveis para proteção, essas construções enfrentam desgaste acelerado, infestação por fungos, aumento da manutenção e riscos à saúde.








